Portugal x Brasil: O que dá para salvar?

DURBAN – O jogo entre Brasil e Portugal dispensa comentários. Foi chato. Ponto. Não seria preciso mais do que uma linha para falar da partida. O lado bom disso, foi que deu para prestar atenção nos arredores.

E não tinha como não notar duas presenças ilustres na arquibancada logo abaixo da tribuna de imprensa. De repente, as cadeiras começaram a se esvaziar e uma pequena multidão se aglomerou num único ponto, disparando flashes e mais flashes. Eram Kaká e Elano, que haviam se juntado aos bons para assistir ao jogo. Nem precisa dizer que, depois de uns cinco minutos eles se viram obrigados a procurar um lugar mais reservado, não é?

Kaká e Elano tentando assistir ao jogo

Por falar em jogadores, alguns torcedores de Ribeirão Preto fizeram um desafio ao técnico Dunga. Eles montaram uma seleção com os jogadores ignorados para esta Copa e mandaram um “Dá pra encarar?” Parece que não é só a imprensa que não gostou muito da convocação do nosso professor…

Vai encarar, Dunga?

Teve espaço na torcida também para a divulgação do sensacional #BarbeiaRobinho, site que mostra o nosso craque como você nunca viu. Esse vale a pena visitar: http://barbeiarobinho.tumblr.com/

#BarbeiaRobinho - A propaganda e a amostra grátis

E o intervalo em Durban não teve as cheerleaders. Talvez, a graça esteja justamente em mandar as meninas com seus decotes e saias só quando faz muito frio. Mas os nossos amigos grameiros marcaram presença mais uma vez. Só que agora, atrapalhados pelo sistema de irrigação do estádio. Um deles quase foi surpreendido e tomou um banho antes da hora.

O amigo grameiro, escapando de um banho público

Por último, mas não menos importante, as vuvuzelas. E bota não menos importante nisso. Elas vão fazer diferença por um bom tempo na vida dos torcedores desta Copa e dos médicos que eles vão procurar para tentar tratar seus problemas de audição. Para que o intrépido leitor do FC Vuvuzela tenha uma ideia do que seja o fuzuê que esse negócio faz, aumente o som do computador e mete o dedo no play do vídeo aí embaixo.

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Portugal é aqui?

DURBAN – No centro de imprensa do Estádio Moses Madhiba, onde aconteceu o jogo número 45 desta Copa entre Brasil e Portugal, logo no início da tarde estavam todos no clima da partida, até mesmo a organização.

Os jornalistas que tentavam almoçar na cantina do centro de imprensa se deparavam com uma fila desanimadora. Estranho era que o lugar não estava assim tão cheio. A fila tampouco era grande o suficiente para que se chegasse à conclusão que todos estavam ali.

A fila para a boia

Eu, que havia ido para comprar um refrigerante e uma água, tive que entrar na fila como todos que iam almoçar. Acabei resolvendo comer também para compensar a espera. Foi aí que observei que não só a organização do estádio (ou pelo menos os funcionários da cantina) não só estavam no clima do jogo, como torciam para Portugal.

Começando pela fila única para fast food (que, depois disso não estava assim tão fast), para o almoço, bebidas e café. Todos, sem exceção, deveriam passar pelo “bandejão”, mesmo que não quisesse nada de lá. E não pensem que era chegar e se servir. Tínhamos que esperar o sul-africano Manuel, que trabalhava ali, nos saudar e servir os pratos. Aliás, a colocação dos pratos era outro sinal de “lusitanidade”. Eles estavam colocados após o dito bandejão e o dito Manuel Zulu. Ou seja, para os matemáticos, a lógica seria: você é servido e depois pega o seu prato (???).

Mas nem tudo era favorável aos nossos descobridores. No caixa, a funcionária se negava a dar um pãozinho para um senhor português que comprava chocolates. Sua explicação era que o pão era brinde apenas para quem comprava uma refeição completa. O senhor ainda tentou argumentar que, pouco mais de dez minutos antes, ele havia pagado a ela por uma refeição completa, mas não havia pegado pão. Para o orgulho de qualquer funcionário público brasileiro, a mulher se manteve irredutível e o pobre não pode comer o seu pãozinho.

Até que eu peguei o pãozinho negado e perguntei a ela se eu poderia comer dois, já que na minha bandeja havia um outro pão. Com um certo ar de realização, ela me sorriu e disse que sim. Eu, com o mesmo sorriso, dei o pãozinho de presente ao senhor português.

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O jogo além do jogo: Brasil x Costa do Marfim

Comecemos pelo final. Na entrevista coletiva, o técnico Sven Goró Eriksson disse que a expulsão do Kaká foi justa, porque ele empurrou o jogador marfinense. Tenho visto algumas pessoas apelarem para garrafinhas de whisky para enfrentar o frio de Joanesburgo, mas esse cara deve ter exagerado na dose dele.

Precisa dizer alguma coisa?

Outro destaque do jogo, foi a spider-camera, que tem feito belíssimas imagens dos jogos. Uma grande idéia dos africanos. A câmera é presa por quatro cabos e navega por todo o campo, descendo até a altura onde estão os jogadores, inclusive. Peter Parker que se cuide.

A Spider Camera em ação

E vamos reconhecer o trabalho dos… não sei qual o nome dessa profissão. Seriam jardineiros, grameiros? O pessoal que vai para o campo no intervalo, enquanto as cheerleaders dançam para a torcida, e ajeita o gramado, recolocando no lugar os tufos que foram arrancados e pisando neles. No polo, isso é uma atração a mais entre os tempos do jogo. Os “lords” e as “ladies” se divertem pisando as graminhas. Imagina se a moda pegasse no futebol.

Os grameiros colocando os tufos no lugar - olhem bem para as cores das ferramentas deles...

A torcida também deu um show à parte. Aqui, teve gente carregando uma taça gigante, atleticanos fantasiados de galo e até avatar brasileiro teve. Mas o que mais vale destaque é a ola espetacular que deu três voltas no Soccer City no segundo tempo. Um pedacinho dela vai aí embaixo, pra deixar o pessoal dom água na boca.

Para terminar com as notas, vamos dar uma nota 0 pro time da Costa do Marfim, que tinha talento pra fazer um jogo espetacular contra o Brasil, mas preferiu bater. O Brasil, que há quem diga que é um time que joga feio, foi quem fez bonito no jogo. Não fossem as pancadas, o espetáculo teria sido perfeito.

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Entrevista coletiva de Brasil x Costa do Marfim

Na entrevista coletiva após o jogo de Brasil e Costa do Marfim, o treinador Sven Goran Eriksson afirmou que a expulsão de Kaká foi justa, pois ele já tinha um cartão amarelo e empurrou o jogador marfinense. Segundo ele, o Brasil reclama demais. E emendou reclamando ele mesmo sobre o gol de Luis Fabiano. “Jogar contra o Luiz Fabiano já é muito difícil normalmente. Usando a mão, então, é muito pior.”

“O Brasil reclama demais” – Sven Goran Eriksson

O próximo a falar foi o próprio Luís Fabiano, que tranquilizou os repórteres, informando que a contusão de Elano não lhe parece tão forte e ainda arriscou dizer que em dois dias o companheiro deve poder treinar novamente. Sobre o segundo gol, o camisa nove do Brasil confirmou o toque de mão no primeiro lance e continuou, dizendo que a bola ainda resvalou na região do seu ombro no segundo. Porém, o “Fabuloso” acha que o lance foi normal, pois não houve intenção.

Brasil comemora o segundo gol

Ainda sobre o atacante, o técnico Dunga afirmou que ele vinha atravessando um período difícil e vinha sendo muito cobrado por si mesmo e pela imprensa por não marcar nos últimos jogos da seleção. Houve um momento de desconcerto, em que ele discutiu rapidamente com um dos jornalistas presentes, perguntando se havia algum problema.

Sobre a expulsão de Kaká, Dunga aproveitou para fazer uma crítica à arbitragem desta Copa do Mundo. Segundo o técnico, neste mundial, o jogador que busca o drible e o espetáculo é punido, enquanto aquele que bate é recompensado. Brincando, Dunga comentou que, se fosse na sua época de jogador, isso iria ter sido bom para ele, que poderia fazer quantas faltas quisesse.

E elogiou o seu elenco, que sofreu faltas do início ao final do jogo e não revidou. Para o técnico da seleção, o Brasil tem qualidade suficiente para ganhar com futebol limpo e não precisa fazer faltas e se preocupar em reclamar.

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Escalações das seleções

Esta, eu recebi por e-mail. Muito boa!

GRUPO A

ÁFRICA DO SUL – Hakuna, Matata, Zuma, Pumba e Simba. Tshabalala, Lalalala e Trololo. Zulu, Zilu e Vuvuzela. Técnico: Zamunda

MÉXICO – Zapata, Godines, Cirilo e Racha-cuca. Jose Cuervo, Xapatin, Girafales e Hector Bonilla. Taco, Roberto Bolaños e Speed Gonzáles. Técnico: Don Ramón

URUGUAI – Mujica, Bujica, Canjica e Cojones. Mate, Artigas, Ortega e Urtiga. Loco Abreu, Loco Mia e Olocomeu. Técnico: Eduardo Galeano

FRANÇA – Mondieu, Sacrebleu, Blasé e Sauté. Abatjour, Monamour, LeParkour e Monbijou. Ribéry, Tresjolie e Lingerie. Técnico: Sauvignon

GRUPO B

ARGENTINA – Maricones, Boludo, Quilmes e Chorizo. Alfajor, Tango, Perón e Verón. Palermo, Panaco e Babaco. Técnico: Mano de Dios

NIGÉRIA – Motumbo, Djeba, J’romba e Bengala. Kanu, Kani, Goku e Paunoku. Obinna, Ilê e Ayê. Técnico: Obaluayê

COREIA DO SUL – Kim Sam-Sung, Kia, Hy Un-Dai e Kun Gui-Fu. Park Ji-Sung, Park Damo-Nika, Park Guin-Le e Jurassic Park. Dae-Woo, Wong-Fu e Sal Sifu-Fu. Técnico: C.G. Jung

GRÉCIA – Onassis, Sócrates, Hermócrates e Hipócrates. Katapoulos, Kataploft, Katapimba e Christos. Churrasco grego, Beijo grego e Arroz a grega. Técnico: Homero

GRUPO C

INGLATERRA – Lancaster, Worcester, Montgomery e Wiltshire. James, John, Paul e George. Cleese, Big e Ben. Técnico: George Martin

ESTADOS UNIDOS – Bacon, McMuffin, Yogoberry e Cheddar. Yummy, Dummy, Brandon e Brian. Gonzales, Hernandez e Lewinsky. Técnico: Kissinger

ARGÉLIA – Sahid Zidane, Ahmed Zidane, Nadir Zidane e Zinedine Zifoda. Kareem, Khaled, Kebab e Kabid. مدينة الجزائر, أحمد e ويحي. Técnico: Habib’s

ESLOVÊNIA – Bronquič, Rinič, Bursič e Sinusič. Šeliga, Šetoca e Šemanca. Popovic, Twitpic, Prezunic, Ljubeyjafjalajokuljanic e Tededic. Técnico: Mobdic

GRUPO D

ALEMANHA – Sauerkraut, Strudel, Eisbein e Kassler. Adolph, Lager, Aftazarden e Weissfüder. Ingo Hoffman, Diego Alemão e Schumacher. Técnico: Heinz

AUSTRÁLIA – Dundee, Kookaburra, Koala e Kangaroo. Hugh, Jackman, Heath e Ledger. Sidney, Taz, Priscilla e Bloomin’ Onion. Técnico: Hugo Weaving

SÉRVIA – É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet e Stanković. Técnico: Dejan

GANA – Mandingo, Sahafo, Trihpé e J’boiah. Abedi Pelé, Abedi Garrincha, Abedi Tostão e Asamoah. Eric Addo, Atordo Addo e Vi Addo. Técnico: Milton Nascimento

GRUPO E

HOLANDA – Van Halen, Van der Wildner, Van pirata e Van Do. Van Geleonel, Van der Lee, Van der Cleidson e Marcelo D2. Heineken, Phillips e Tiësto.Técnico: Maurício de Nassau

DINAMARCA – Andersen, Kierkegaard, Viggo Mortensen e Bohr. Fodamsen, Danensen, Ferrensen e Sevirensen. Nhá Benta, Língua de Gato e Scooby Doo. Técnico: Danish Cook

JAPÃO – Jaspion, Jiraya, Change Dragon e Hello Kitty. Haikai, Tamagochi, Sudoku e Wasabi. Keropi, Kotoko e Misha Ria. Técnico: Içami Tiba

CAMARÕES – Pitu, Krill, VG e Cinza. Sete Barbas, Rosa, Da Malásia e Lagostin. Risole, Empadinha e Bobó. Técnico: Sr. Sirigueijo

GRUPO F

ITÁLIA – Polpettone, Pomodoro, Tagliatelli e Frescarini. Bocchetti, Bolagatto, Pugnetta e Brogna. Donatello, Mario e Luigi. Técnico: Tony Ramos

PARAGUAI – José Lugo, Carlos Lugo, César Lugo, Ramón Lugo e Roque Lugo. Sorny, Mike, BleckBarry e Hi-Phone. Perla e Adelaide. Téc: PolyStation

NOVA ZELÂNDIA – Peter, Jackson, Russel e Crowe. Froddo, Legolas, Aragorn e Smeagol. Wellington, Kiwi e Jaca Paladium.

ESLOVÁQUIA – Swarowský, Deuokusemký, Hondačívik e Robotnik. Bratislavský, Holosko, Homalusko e Hamuleske. Extcheco, Ralatchan e Ralatcheca.

GRUPO G

BRASIL – Zé Carioca, Carmem Miranda, Blanka e Buenos Aires. Samba, Bunda, Caipirinha e Capoeira. Allejo, Pelé e Bündchen. Técnico: Lula da Silva

COREIA DO NORTE – Ping, Pong, King e Kong. Long, Dong, Yin e Yang. Tang, Pak Man e Don-Keey Kong. Técnico: Kim Jong-il

COSTA DO MARFIM – Jotalhão, Dumbo, André Marques e Ronaldo. Romaric, Bebetic, Ebony e Ivory. Drogba, Merdba e Porrba. Técnico: Djosso Ares

PORTUGAL – Manoel, Joaquim, Manoel Joaquim e Joaquim Manoel. José Maria, Vasco, Roberto Leal e Ovos Moles. Baiano, Ceará e Paulista. Técnico: Saramago

GRUPO H

ESPANHA: Almodóvar, Franco, Hernán Cortés e Paella. Iniesta, Iniaquela, Fábregas e Nádegas. Banderas, Bardem e Julio Iglesias. Técnico: Pablo Picasso

SUÍÇA – Patek Philippe, Tissot, Nestlé e Lindt. Toblerone, Emmental, Rousseau e Federer. Fondue, Canivete e Limonada. No banco: Paulo Maluf

HONDURAS – Canales, Rios, Riachos e Valones. Palacios, Castelos, Casas e Barracos. Zelaya, Zemayer e Porfírio Lobo. Técnico: Celso Amorim

CHILE – Rojas, Moai, Marcelo Ríos e Casillero del Diablo. Merlot, Malbec, Cabernet e Pinot Noir. Santa Helena, Concha e Toro. Técnico: Pablo Neruda

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El Jamón español

O comentário de hoje durante o jogo contra a Suíça é que o melhor da Espanha é o Jamón. Não confundam com Ramón. Jamón, em espanhol, é presunto, sempre presente na concentração seleção espanhola para os jornalistas que aparecem por lá. Presunto e suco para todos.

Jamón, o destaque da Espanha

Por falar em melhor, talvez, possamos até ver a Espanha como a mais bem sucedida seleção grande em fazer feio nesta Copa. Inglaterra, Argentina, Holanda e Brasil jogaram mal, e só empataram ou venceram por placares bem aquém do que se esperava. A Espanha, por sua vez, conseguiu o impensável: perdeu por 1 x 0 para a tradicionalíssima seleção suíça.

Depois dessa, começo a entender o porque do apelido Fúria espanhola. Deve ser muito enfurecedor mesmo para o torcedor ver sua seleção chegar seguidamente favorita em Copas do Mundo e fazer feio em todas.

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Tudo vale a pena…

Na estréia da seleção brasileira, o destaque foi o frio. Pelo menos para quem veio ao estádio. O jogo em si foi 2 x 1 e qualquer site de notícias tem ótimas análises do jogo. Na minha humilde opinião, o jogo foi muito ruim e mais do que isso é verborragia.

O goleiro Ching Ling vai buscar a Jabulani no barbante

O ponto alto da noite foram as fotos e os tweets que fiz durante o jogo, apesar do frio cortante, que me doía nas juntas dos dedos cada vez que eu tirava a luva para escrever. E, claro, estar em um jogo de abertura de Copa do Mundo numa tribuna de imprensa é sensacional também.

Outra cena impagável foram as minhas batalhas contra o cachecol, para mantê-lo enrolado no meu pescoço e protegendo as minhas orelhas e nariz do vento gelado que vinha da esquerda. Gelado mesmo. Aqui no estádio, faz 0º C; com o vento, bota aí alguns graus negativos.

Tentando me esconder do frio

Quem parece não ter sentido tanto frio assim, foram a cheerleaders que dançaram no intervalo do jogo. Enquanto batíamos queixo nas tribunas, as meninas esbanjavam animação e dispensavam roupas, com seus uniformes mais do que curtos para o frio que estava fazendo.

Cheerleaders humilhando os brasileiros da tribuna de imprensa

O jogo ainda serviu para trazer de volta à cena do futebol um velho conhecido que não tem dado as caras nas partidas no Brasil há algum tempo. Na contusão do número 13 da Coréia do Norte, Chol Jin Pak, a figura do maqueiro deu as caras por aqui. Há muito substituído por carrinhos no Brasil, na África, eles ainda têm seu lugarzinho nos jogos de futebol.

O jogador Pingo Pong resgata os maqueiros

Se no futebol falta assunto, no entorno até que o jogo foi interessante.

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